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9 de Abril de 2020
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    Wilson Lisboa defende prazo de até cinco anos para pesca do tambaqui

    Presidida pelo deputado estadual Wilson Lisboa (PCdoB), a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Assuntos Indígenas (CDHCAI) da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) realizou uma Audiência Pública, na tarde desta quinta-feira (03), para discutir a pesca predatória do tambaqui (Colossoma macropomum) que está ameaçado de extinção na região.

    O encontro foi realizado no auditório Natanael Bento Rodrigues, da ALEAM, com a presença de lideranças do Setor Pesqueiro, de órgãos de controle da pesca, entre outros especialistas e entidades representativas do segmento no Amazonas.

    Segundo o deputado Wilson Lisboa, o principal objetivo da reunião foi discutir a revisão da lei que permite a captura do tambaqui (dos estoques naturais) com até 55 centímetros de comprimento após o período de defeso, de outubro a março. “Defendemos uma moratória da captura da espécie por um prazo de até cinco anos. A própria lei está incentivando a pesca predatória do tambaqui, que é muito apreciado pela culinária regional. Se não houver mudanças na atual legislação, o peixe pode desaparecer de uma vez por todas dos rios com o esgotamento dos estoques naturais”, alertou o deputado, que propôs a realização da audiência pública reunindo as lideranças do setor na ALEAM.

    De acordo com o secretário executivo da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) no Amazonas, Geraldo Bernardino, hoje, de cada dez tambaquis consumidos em Manaus, pelo menos oito são oriundos de viveiros da piscicultura que nos últimos anos vêm se expandindo na Região Metropolitana de Manaus (RMM). “Além da pesca predatória, as mudanças climáticas provocadas pelo constante desmatamento também são uma grande ameaça ao tambaqui e a outras espécies de peixes”, afirmou.

    Segundo Gerardo Bernardino, só um esforço conjunto, reunindo os órgãos governamentais, políticos, os pescadores e a própria sociedade em geral, poderá viabilizar uma grande campanha de conscientização contra a pesca predatória. “São necessárias medidas mais eficazes de defesa ambiental”, acrescentou o secretário.

    O diretor executivo da Federação de Pescadores do Estado do Amazonas (Fepesca), Lino Santos, disse que barcos de recreios estão trazendo irregularmente roelos de tambaqui capturados em lagos de municípios próximos a Manaus com a conivência de pescadores ribeirinhos. “Essas embarcações driblam facilmente a fiscalização dos órgãos ambientais. As instituições de controle da pesca deveriam estar mais presente para combater as irregularidades”, afirmou o diretor.

    Ele revelou que Manaus consome hoje 12 mil toneladas mensais de tambaqui, incluindo os peixes importados de Porto Velho, Rondônia, e os produzidos em cativeiro. “Se não fosse a piscicultura, não haveria mais estoques suficientes para abastecer o mercado local”, afirmou Lino.

    Fonte: Diretoria de Comunicação

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